• Dra Debora Rosa

Check up. ​Frequência das consultas e exames

Quantas mulheres conhecem de verdade seu sistema reprodutor?

Desde criança quando a menina começa a explorar e conhecer seu corpo é repreendida pela própria família com frases “Tira a mão daí” “Fecha essas pernas, olha como senta” criando um tabu sobre a genitália feminina. Já com o menino, acham graça, “Nossa esse é macho mesmo”, desde a ultrassom do bebê na barriga da mãe, quantas vezes já vi os médicos ultrassonografistas medindo o tamanho do pênis do bebê e brincam “nossa que virilidade, masculinidade”, mostram orgulhosos o tamanho do pênis do bebê mas ninguém cogitaria medir o tamanho da vulva ou da vagina ou do clitóris da menina e falar orgulhoso, “Uau que vaginão enorme, muito mulher essa bebê, muito feminina”. Assim continua a vida inteira, a mulher sempre sendo reprimida a se conhecer e o homem sendo estimulado.

Quando chegam ao ginecologista as mulheres continuam sem se conhecer, não explicam para elas a anatomia da vulva, não mostram o colo do útero. Na consulta de ginecologia natural esse autoconhecimento é incentivado, após o exame das mamas explico e mostro na própria mama, as diferenças na textura da mama, o que é parênquima mamário (glândula mamária) mais denso e irregular concentrada do lado superior externo, parece um caroço, pode confundir com nódulo e o que é tecido adiposo mamário, mais liso e homogêneo, parecido com a textura da barriga onde tem tecido adiposo, se tem algum cisto ou nódulo pois é a própria mulher a pessoa que pode conhecer mais seu próprio corpo, ver alguma alteração que apareça. O inca não recomenda mais o auto exame mensal pq estava aumentando MT o diagnóstico errôneo de nodulos, mas qd o médico orienta a distribuição da mama e por a mão da mulher na própria mama mostrando como é, ela vai perceber qd algo mudar.

O exame da genitália, é acompanhado por um espelho na mão da mulher e explico todas as estruturas, o que são os grandes lábios, pequenos lábios (que deveriam chamar lábios externos e internos pois não existe um padrão correto de tamanho), clitóris da glande do clitóris a toda sua extensão ao longo dos lábios, uretra por onde sai a urina, orifícios das glândulas de Skene e Bartholin onde é produzido a lubrificação na relação, a carúncula himenal que é o hímen roto na relação sexual (brinco que ele não evapora, ele continua ali só que roto, dá para ver onde o hímen foi lacerado na primeira relação sexual), a vagina e sua parede rugosa que é assim para ter maior superfície e se distender facilmente nas relações e parto na saída do bebê, a secreção vaginal e sua característica no momento do exame e correlaciono com a fase do ciclo menstrual e ao final da vagina a pontinha do útero, chamado colo uterino, dá para ver o orifício cervical por onde sai o sangue menstrual, entra os espermatozoides para fecundar o óvulo, e é o mesmo que dilata no parto normal até 10 cm para passagem do bebê.

Presenteio a mulher com o espéculo para incentivar o auto-exame quando ela quiser em sua casa. Estimulo também o auto toque diário por um ciclo para conhecer as alterações do seu muco, altura do colo uterino e orifício cervical. O muco tem característica mais filante e translúcido na primeira fase, chegado a esticar 10cm na ovulação e após a ovulação, na segunda fase do ciclo o muco se torna mais espesso, podendo sair na calcinha com cor esbranquiçada ou amarelado, muitas vezes é confundido com corrimento pelas mulheres e essa secreção que muitas mulheres reclamam que tem corrimento a vida inteira, na verdade não é corrimento, é só a secreção natural da vagina nessa fase do ciclo, as mulheres descobrirem isso é libertador. Corrimento ocorre quando tem coceira (prurido), odor fétido ou pus. O orifício cervical fica entreaberto no período da ovulação ou menstrual e fechado nos intervalos desses períodos. Outra forma de auto conhecimento é a medição da temperatura basal, oriento deixar um termômetro ao lado da cama no criado mudo e ao acordar, antes de levantar para ir ao banheiro, aferir a temperatura axilar e anotar diariamente na mandala lunar ou em algum aplicativo de curva de temperatura basal ou num papel, na ovulação a temperatura vai subir 0,2o – 0,3oC. Com esses parâmetros é possível avaliar a percepção da fertilidade, para auto conhecimento e também para o planejamento familiar, conhecendo o ciclo e detectando o período fértil (3 dias antes e após a ovulação) é possível caprichar nas relações para quem quer engravidar e usar método de barreira ou não transar para quem não quer engravidar. A mulher é a melhor especialista dela mesma!





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