• Dra Debora Rosa

Mulher cíclica

O que seria da lua se fosse sempre cheia? Não teria a graça que tem. A ciclicidade da lua a torna ainda mais especial, a lua nova, crescente, cheia e minguante. Como a ciclicidade das árvores, que florecem na primavera, dão frutos no verão, perdem suas folhas no outono e ficam desnudas no inverno. Como as mulheres que são 4 mulheres em uma só em cada ciclo, essa ciclicidade dá a mulher todo encanto e as deixam ainda mais especiais, no mesmo mês ela é donzela, mãe, feiticeira e bruxa. O corpo da mulher é cíclico.

Num mundo linear, como ser cíclica? Mas esse mundo onde habitamos é linear, comandado pela industrialização, produção em massa, que temos que produzir igual todos os dias senão não servimos. Essa linearidade não está em harmonia com feminino cíclico, e para tornar a mulher linear a indústria inventou a pílula que impede a produção do corpo dos hormônios da mulher e os troca por hormônios fabricados por máquinas industriais, castrando o feminino e ciclicidade das mulheres, a desconectando delas mesmas e as deixando lineares do jeitinho que o patriarcado determina, do jeito que o homem funciona. Os homens têm padrão hormonal linear, se dosar os seus hormônios serão iguais todos os dias, já se dosar os hormônios das mulheres cada dia será um valor diferente pois a produção dos quatro hormônios femininos é cíclica, nossa natureza é cíclica e o belo está nessa ciclicidade. As mulheres produzem em 1 mês de trabalho o mesmo que o homem, porém um dia vai produzir 3x mais nos arquétipos solares e vai produzir menos nos arquétipos lunares. Porque temos que nos enquadrar nesse modelo patriarcal? Porque não podemos trabalhar muito mais um dia e outro na nossa lua respeitar a introspecção inerente a essa fase e ficar em casa? Não temos o direito de nos recolher. Quando não respeitamos o nosso corpo e arquétipos, nosso organismo sente, grita em forma de TPM, cólicas intensas e pede o auto respeito. Mas como conseguimos nos respeitar nessa sociedade capitalista machista e patriarcal? Vai um remedinho aí para calar os apelos de socorro dos nossos corpos?

Quando conseguimos nos conectar com nossa essência e corpo percebemos essas variações de emoções e físicas, como as mudanças no fluido vaginal, quando não tem esse conhecimento pensa quando o fluido aumenta, isso está me atrapalhando.

Somos muito intolerantes a qualquer sintoma, logo queremos aniquila-lo e junto silenciamos o que estava querendo nos alertar. A cólica menstrual do primeiro dia de menstruação, que é fisiológica, pela contração do útero para saída do sangue, essa sensação não é tolerada, tem que cessar imediatamente com remédios. Não lidamos mais com a dor, da cólica, do parto, dores fisiológicas. Vivemos numa sociedade em que a dor é mal-vista, mal recebida e não é ouvida.

#mulherciclica #arquetipos

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